O cenário empresarial brasileiro acaba de sofrer uma de suas mudanças mais drásticas em décadas. Com a regulamentação da Reforma Tributária avançando em 2026, o modelo de “pagar depois” está com os dias contados para quem utiliza meios de pagamento eletrônicos. A introdução do Split Payment transforma a maquininha de cartão em um agente de arrecadação em tempo real.
Neste artigo, a Quality Service mergulha nos detalhes técnicos dessa transição e explica como você deve preparar sua gestão.
1. O que é o Abatimento de Imposto no Ato da Venda?
O novo sistema determina que, no momento em que o cliente passa o cartão (seja crédito, débito ou PIX), a instituição financeira deve realizar a separação imediata dos tributos (IBS e CBS).
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Fluxo Anterior: A empresa recebia R$ 1.000,00, utilizava esse capital durante o mês e pagava o imposto no dia 20 do mês seguinte.
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Novo Fluxo (Split Payment): Dos R$ 1.000,00, o sistema já retém, por exemplo, R$ 100,00 de imposto e envia ao governo no ato. O lojista recebe apenas R$ 900,00 líquidos.
2. O Desafio do Fluxo de Caixa: O Fim do “Empréstimo Gratuito”
Para muitos empresários, o tempo entre a venda e o pagamento do imposto funcionava como um capital de giro não oficial.
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Perda de Liquidez: Com a retenção na fonte, o saldo disponível em conta será menor do que o faturado.
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Necessidade de Precisão: Empresas com margens de lucro apertadas precisarão de um controle rigoroso para não ficarem inadimplentes com fornecedores, já que o dinheiro que antes “sobrava” temporariamente agora será confiscado na transação.
3. A Integração Obrigatória: Software ERP e Maquininha
O governo não conseguirá fazer essa divisão sozinho. O Split Payment exige uma sincronia perfeita entre o seu ponto de venda e a adquirente do cartão.
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Emissão de Nota em Tempo Real: A maquininha precisa saber o que está sendo vendido para aplicar a alíquota correta.
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O papel da DigiSat e da Quality Service: Softwares de gestão obsoletos não conseguirão comunicar os dados da venda para a rede bancária de forma a garantir o crédito tributário correto. A conformidade fiscal passa a ser digital e instantânea.
4. Benefícios a Longo Prazo (Se você estiver preparado)
Apesar do susto inicial no caixa, a medida traz vantagens competitivas para quem é organizado:
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Redução da Inadimplência Tributária: O risco de acumular dívidas fiscais diminui drasticamente, pois o imposto é pago “por fora” do controle manual.
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Simplificação de Obrigações Acessórias: No futuro, a tendência é que guias como o DAS sejam extintas ou simplificadas, já que o governo já terá recebido boa parte dos valores.
Conclusão: O Relógio está Correndo
O ano de 2026 marca o início dos testes reais com alíquotas reduzidas para calibrar o sistema. Não é o momento de esperar a lei ser aplicada com rigor total para atualizar seus processos.
Na Quality Service, ajudamos sua empresa a implementar as soluções DigiSat que já contemplam essas mudanças estruturais. Ter um software que conversa com o seu banco e com o fisco não é mais um luxo, é a única forma de manter sua empresa aberta nesta nova era.